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Requião foi citado em delação

O senador Roberto Requião (PMDB) postou memes nas redes sociais onde procura se livrar dos escândalos que atentam boa parte dos políticos brasileiros. Requião joga contra a memória da opinião pública, mas vale lembrar que o senador já foi delatado em dezembro passado pelo ex-presidente da Transpetro Sergio Machado (PMDB) como um dos beneficiários das doações feitas pela JBS em 2014. Só da empresa envolvida na Operação Carne Fraca, Requião recebeu R$ 2,9 milhões (parcelas de R$ 400 mil, R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão).
Mas não é só a carne que fedeu para o lado de Requião. A Operação Lava Jato prendeu o banqueiro André Esteves, dono do Banco Pactual, outro megadoador da campanha do peemedebista em 2014. Na disputa do Governo do Estado, Requião levou R$ 1 milhão do banqueiro e outros R$ 500 mil do Bradesco. Esteves foi preso em novembro envolvido na compra do silêncio do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT), um dos delatores da Lava Jato.
A Lava Jato também preocupa Requião. Em duas campanhas, 2010 ao Senado e 2014 ao Governo do Estado, Requião recebeu dinheiro das empreiteiras envolvidas e investigadas pela operação coordenada pelo juiz Sérgio Moro. A Galvão Engenharia repassou R$ 150 mil para o senador em 2010 e a OAS outros R$ 500 mil em 2014.
Requião foi delatado ainda pelo auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, acusado de comandar a corrupção na Receita Estadual entre 2003 e 2010. E também denunciado na Justiça por assinar contrato e aditivos irregulares na fiscalização dos pedágios no Paraná – o desvio, conforme a denúncia, é de R$ 40 milhões. “Depois de mais de três denúncias, Requião já pode pedir música no Fantástico”, atenta o ex-governador Orlando Pessuti, do grupo de desafetos do senador no Paraná.

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