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Mais desemprego, menos seguro-desemprego


O país está chegando a 14% de desempregados, mas o número de pessoas que recebem o seguro-desemprego hoje é menor do que em 2014, quando o percentual girava em torno de 7%. Apesar de desde o começo da crise 3 milhões de vagas formais terem sido fechadas, o número de segurados caiu em 1,3 milhão. A explicação é uma modificação feita por Dilma Rousseff, anunciada logo após sua reeleição, que endureceu as regras para solicitação do benefício e que fazia parte de um pacote de medidas para conter os gastos públicos.
Segundo a Folha de São Paulo, as despesas com o seguro-desemprego vinham em trajetória ascendente há anos, resultado da política de valorização do salário mínimo, ao qual o benefício é indexado, e do aumento da formalização no mercado de trabalho.
A preocupação do governo é que os gastos poderiam crescer em ritmo ainda mais acelerado com a esperada piora no nível de emprego.
Até então, trabalhadores precisavam comprovar seis meses de carteira assinada para pedir o seguro. Com a mudança, a exigência subiu para 18 meses de emprego registrado nos 24 meses anteriores ao desligamento, nos casos em que o benefício fosse solicitado pela primeira vez.
Em junho de 2015, a regra foi abrandada, e a exigência passou para 12 meses de trabalho nos últimos 18 meses, no caso da primeira solicitação do benefício, requisito que continua valendo hoje.

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