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Grupo que lavou R$ 2,5 bilhões e levava vida luxuosa é alvo da PF

PF deflagra nova fase de operação que apura tráfico em avião da FAB 3

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (11/5), a Operação Black Flag, para apurar crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro da ordem de R$ 2,5 bilhões.

A investigação, que resultou em 15 mandados de prisão e 70 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas, teve início há dois anos e contou com ação conjunta da Polícia Federal, Receita Federal e do Ministério Público Federal.

Ao todo, 220 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal cumprem buscas e prendem suspeitos no Ceará, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

As fraudes foram descobertas a partir de ações fiscais da Receita. O órgão detectou movimentações financeiras suspeitas.

Com a instauração do inquérito policial e o avanço das investigações, a PF descobriu uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas fictícias, que chegou a movimentar R$ 2,5 bilhões em operações financeiras. O único objetivo do grupo é manter o padrão de vida cinematográfico da organização criminosa, adquirindo veículos de luxo, imóveis, lancha no valor de R$ 5 milhões e, até, patrocinando esporte automobilístico, segundo a PF.

Os suspeitos criaram empresas para assumir a propriedade de bens e blindá-los de eventuais ações fiscais, cujos créditos já apurados pela Receita Federal ultrapassam R$ 150 milhões.

A origem de recursos que deu início ao sistêmico processo de fraude é pública, já que a primeira empresa fictícia realizou um dos contratos com uma agência de fomento econômico estatal (Desenvolve SP – Agência de Fomento Paulista) e outro com a Caixa Econômica Federal, no valor total de R$ 73 milhões na época do fato, em 2011, o que, em valores corrigidos, chega a aproximadamente R$ 100 milhões.

Entre as medidas cumpridas na manhã desta terça, estão o bloqueio de contas e investimentos no valor de R$ 261 milhões, sequestro de imóveis e congelamento de transferências de bens móveis. Também foi determinado o afastamento de um delegado de Polícia Federal do exercício do cargo.

Operação Black Flag

O nome da operação é uma alusão ao encerramento das atividades da organização criminosa, assim como ocorre na desclassificação de corredores automobilísticos que infringem os regulamentos e recebem uma bandeirada preta, já que parte dos recursos originários dos crimes financiava o esporte automobilístico dos principais investigados.

Os envolvidos responderão por lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, crimes contra a ordem tributária, estelionato, falsidade ideológica e material e organização criminosa.

Cidades-alvo da operação:

Fortaleza (CE)
Aquiraz (CE)
Brasília (DF)
Paraty (RJ)
Guarujá (SP)
São Paulo (SP)
Campinas (SP)
Valinhos (SP)
Indaiatuba (SP)
Sumaré (SP)

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