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Ex-prefeito de Campo Largo se torna inelegível por oito anos

Da Gazeta do Povo:
Edson Basso (PMDB), ex-prefeito de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), se tornou inelegível por oito anos por decisão do juiz eleitoral Eduardo Novacki, datada de 28 de novembro. O candidato a vereador José Antonio Lopes dos Santos (PMDB) – conhecido como Batata – também perdeu os direitos políticos por pelo mesmo período. Os dois também terão que pagar multa. Eles são acusados de tentativa de compra de votos nas eleições do ano passado.
O ex-prefeito se disse surpreso com a decisão. Basso afirmou, por telefone, que ainda não foi notificado da decisão e que vai recorrer quando isso acontecer. Batata, que não se elegeu, não foi localizado pela reportagem.
O caso foi denunciado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com base em dois vídeos. Em um deles, gravado no gabinete da prefeitura quando Basso ainda estava no cargo, uma funcionária em cargo de comissão questiona o prefeito sobre o salário dela, que não teria sido reajustado, enquanto outras duas funcionárias já estariam recebendo a mais. O ex-prefeito pergunta qual candidato a vereador ela está apoiando e cita o nome de Lopes. Ele fala em dar “uma ajuda de custo” no fim do mês caso ela ajudasse na campanha de Batata e diz que iria marcar um encontro entre os dois.
No outro vídeo, a funcionária conversa com o candidato a vereador. Batata diz que tentaria incluir uma gratificação ao salário se ela ajudasse na campanha no bairro Ferraria. Ele diz para ela “arregaçar as mangas”. “Se nós acertarmos mesmo e aparecer votos em Ferraria, eu te dou a gratificação”, garante. Batata comenta também como um amigo da funcionária ganharia 10 litros de gasolina para usar um adesivo no carro e revela que conseguiu dois cateterismos para moradores. Apesar das ações, ele recebeu 640 votos, menos que o suficiente para se eleger.
A partir da denúncia dos vídeos, o Ministério Público Eleitoral entrou com a ação na Justiça em setembro do ano passado. O entendimento é de que houve crime eleitoral e abuso de poder político e econômico.
Na mesma ação também havia sido pedida a cassação dos direitos políticos do candidato a prefeito Udo Schmidt Neto (PMDB) e do candidato a vice Mario Luiz Andreassa (PSC), além de dois secretários municipais na época, Christiane Chemin (Saúde) e Mário Roginski (Obras). Na decisão, porém, o juiz considera improcedentes os pedidos relacionados a eles e os inocenta.

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