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Paraná remove presos e esvazia distritos policiais de Curitiba


Não há mais presos em distritos policiais de Curitiba. As últimas transferências foram na sexta-feira, 7, com a remoção de presos do 1º e do 3º distros. Na semana, 320 presos saíram das carceragens dos distritos. “Este governo resolve um problema que já dura 60 anos. Vamos retirar todos os presos das delegacias do Paraná”, disse o delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura.
“É o início de uma grande transformação encabeçada pelo governador Beto Richa, que assumiu e está cumprindo o compromisso de fazer essa histórica retirada de presos indevidamente custodiados pela Polícia Judiciária”, disse Riad Braga Farhat, delegado-geral da Polícia Civil.

Farhat disse que o grande número de presos em delegacias é um problema grave que começa a ser resolvido. De outra parte, ressalta ele, a superpopulação carcerária mostra a efetividade e a seriedade do trabalho da polícia paranaense. “A polícia tem que seguir fazendo o seu trabalho, que é retirar os criminosos das ruas”.
A secretária estadual da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, afirmou que o trabalho articulado com a Secretaria da Segurança Pública, permitiu reduzir em mais de seis mil o número de presos em delegacias e distritos policiais do Paraná e em mais de 60% a superlotação carcerária no Estado.
“A solução do problema da superlotação carcerária só será possível com o trabalho conjunto, envolvendo os poderes Executivo e Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, OAB-PR e Conselho Penitenciário. É isso que estamos fazendo em parceria, buscando regular a porta de entrada e a porta de saída do sistema prisional do Paraná”, afirmou a secretária.
Maria Tereza ressaltou que a solução definitiva do problema histórico de presos em carceragens de delegacias e distritos policiais do Paraná virá com a abertura de 6.670 novas vagas no sistema penitenciário, entre o fim deste ano e começo de 2015. “Já fizemos as licitações e contratamos as empresas para a execução das 20 obras previstas. Com isso, os policiais terão condições de se dedicarem em tempo integral ao trabalho de investigação e repressão ao crime”, disse ela.

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