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No Noroeste, PAC só entrega 19% das obras

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A bronca dos prefeitos com o governo federal não é por menos. Leonardo Filho, do Diário de Maringá, revela que desde 2007, dos 132 projetos do PAC no Noroeste somente 26 estão concluídos. É apenas 19%. Os dados se referem às 30 cidades da Amusep e mostram ainda que 37 (28%) projetos estão em obras, 10 (7%) em execução, 16 em contratação (12%), e 45 em ação preparatória ou em fase de licitação, ou seja, 34% ainda não saíram do papel.
Mesmo correspondendo a uma menor parte, o valor investido em obras concluídas é maior do que nas demais etapas. Foram R$ 245 milhões. Duas grandes obras em Maringá colaboram para esse crescimento, o Contorno Norte, que custou R$ 193 milhões, e o rebaixamento da linha férrea, que contou com R$ 20,9 milhões de recursos.
Outros R$ 183 milhões ainda estão em obras na região e pouco mais de R$ 1,1 milhão na etapa chamada de execução. O processo se divide em seis passos. A ação preparatória é a fase de desenvolvimento do projeto. Feito isso, a ação é submetida a licitação. A empresa vencedora é contratada e é dado início à execução do trabalho. Após assinada a ordem de serviço, começam as obras para depois de vistoriada ser considerada concluída.
Avaliações
Segundo o presidente da Amusep e prefeito de Floresta, José Roberto Ruiz (PP), há duas dificuldade para os prefeitos. Uma é a execução do projeto. Para isto, a entidade disponibiliza as cidades engenheiros, arquitetos e desenhistas. A outra dificuldade é o período do ano. “Como é um ano eleitoral empenhos deste ano não foram liberados. Isso dificulta o andamento de algumas obras. Estamos tentando agilizar o que é possível”, disse.
Em Paiçandu, dos oito projetos, nenhum foi concluído. Mesmo assim, o prefeito avalia de forma positiva o programa. “Temos obras de grande impacto, como a duplicação da Avenida Campos Elíseos e o asfaltamento dos jardins Canadá e Santa Paula. Elas estão em andamento. Não encontramos dificuldades para a liberação dos recursos que são muito importantes”, explicou Tarcísio Marques (PT).
Em Marialva, dos nove projetos, um está concluído. Segundo o prefeito Edgar Silvestre (PSB) há no município apenas uma dificuldade. “No andamento da obra de uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Em geral, nos outros projetos não tivemos nenhum tipo de embaraço com o programa”, completou .
Em Sarandi, segundo maior município com o número de projetos (16), quatro obras estão concluídas, seis em andamento, três em contratação e três em ações preparatórias. “O município não pode errar na fase de elaboração do projeto. De uma forma geral, temos grandes e importantes obras do PAC que vão impactar a vida dos moradores”, disse o prefeito Carlos de Paula.

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