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Estudantes decidem manter ocupações em escolas do Paraná


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Em assembleia estadual realizada nesta quarta-feira (26), em Curitiba, estudantes que lideram o movimento de ocupação nas escolas do Paraná decidiram manter o movimento no estado, mas deu autonomia para as decisões de cada instituição. A assembleia foi encerrada por volta das 17h15 no Colégio Estadual Loureiro Fernandes e contou com aproximadamente 500 alunos de escolas.
A reunião começou com um minuto de silêncio em homenagem ao estudante Lucas Eduardo Mota, morto dentro de uma das escolas ocupadas em Curitiba. Os alunos, então, deram início às falas e intervenções sobre o movimento, que se concentraram na ideia de que “a unidade precisa ser a ferramenta para barrar as medidas antipopulares de Michel Temer e convocar todo o Brasil a ocupar ainda mais escolas”.
No Facebook, o movimento ‘Ocupa Paraná’ elencou as principais reivindicações dos alunos:
1- Criação de um decreto que garanta a promessa do governo do estado que disse que irá vetar a aplicação da MP 746/2016 no Estado do Paraná.
2- Garantia de anistia para que não existam perseguições, demissões, ameaças aos estudantes, professores, pais e simpatizantes que ocupam e apoiam as escolas ocupadas.
3- Garantia da realização de uma Conferência Estadual Livre e Aberta pela Reforma do Ensino Médio no estado do Paraná, para debatermos com toda a sociedade sobre a precarização do ensino e as condições das escolas públicas no Paraná, visto que, se não aceitamos a proposta de Temer, também não queremos que o governador decida sozinho sobre a reforma que queremos aqui no estado.
4- Exigir que o governo federal, na instância do MEC e com a ajuda do governo estadual e municipal de cada cidade, realoque os locais de prova do ENEM, assim como a UFPR fez com o vestibular e o TRE fez com as eleições.
5- Prazo de sete dias para o Governo de o estado atender todas as nossas exigências a partir da data da divulgação do documento completo.
O movimento ainda afirmou que não há nenhuma orientação para a desocupação de escolas. “Os estudantes em cada escola podem decidir se vão ou não desocupar os prédios. Na assembleia, no entanto ficou claro que não haverá desocupação sem a garantia do atendimento de nossas pautas”, finalizou.
O movimento
Os alunos iniciaram o movimento no dia 3 de outubro, em São José dos Pinhais. Eles protestam contra a chamada reforma do ensino médio. De acordo com o Movimento Ocupa Paraná, que engloba entidades do movimento estudantil e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, 851 instituições chegaram a ficar ocupadas.
Na última semana, o ministro da Educação, Mendonça Filho, chegou a anunciar o cancelamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caso as escolas não sejam desocupadas até o dia 31 de outubro. Para esses alunos, a prova será remarcada para data ainda a ser confirmada pelo MEC.

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