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Câmara entrega hoje título de vulto emérito ao pesquisador Gehad Hajar


  • Gehad Hajar durante o prêmio especial do Troféu Gralha Azul. Homenagem na CMC acontece hoje à noite. (Divulgação)
Nesta quinta-feira (25), às 8 horas da noite, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realizará uma sessão solene no Palácio Rio Branco para entregar o título de vulto emérito ao produtor, pesquisador, ator, instrumentista e cantor lírico Gehad Ismail Hajar (lei 15.253/2018). A iniciativa partiu da vereadora Dona Lourdes (PSB), cujo projeto de lei (007.00001.2018) foi acatado em plenário em junho. A solenidade contará com a apresentação do Coro Lírico de Curitiba e da cantora Josi Dal Pozzo, professora da Escola de Música e Belas Artes do Paraná e preparadora vocal do Coro Lírico de Curitiba.

Conforme a justificativa do projeto de lei, Gehad nasceu em Curitiba, no bairro do Água Verde, a 19 de dezembro de 1982 “no mesmo dia, mês, hora e minuto da emancipação politica do Paraná”. É filho de imigrantes libaneses de Kherbet Rouha, no histórico Vale do Bekaa. Durante sua trajetória, foi o descobridor e restaurador do primeiro Hino de Curitiba (Hymno de Curityba), de 1928, já desconhecido do poder público e do meio acadêmico, tendo sido apresentado pela Camerata Antiqua de Curitiba em 2015.

Em 2003, fez uma petição ao Ministério Público do Paraná para preservar o acervo histórico paranaense do extinto Museu David Carneiro e do remanescente de sua biblioteca. “Sua petição motivou o decreto 3931/2004, que declarou de utilidade pública para fins de desapropriação este Museu, sendo logo após absorvido pelo Museu Oscar Niemeyer, salvando-o”, conta Dona Lourdes no projeto de lei.

Além disso, “desenvolveu investigação histórica e filológica acerca das origens do topônimo "Curitiba", mudando a interpretação predominante, bem como sobre a verdadeira data de fundação desta Capital e de sua função na expansão das fronteiras brasileiras à oeste, além de estudos do fato de Curitiba ter sido elevada à condição de Capital do Brasil, durante alguns dias em 1969”.

No campo das artes, foi o responsável pela volta das montagens de ópera no Paraná, especialmente das grandes óperas no palco do Teatro Guaíra, além de ocupar vários espaços com este gênero, desde os ônibus do transporte público, às praças e ruas de Curitiba. Fundou o Coro Lírico de Curitiba que, conforme a justificativa, “é o único do estado dedicado à arte operística e único do Brasil que pesquisa e monta óperas brasileiras”.

Também escreveu os livros “Curitiba: Visões” (2013); “Relicário de Músicas Paranaenses” (2013);  “Monumentos de Curitiba” (2014); “Fandango do Paraná” (2015); “Lendas Mitos e Cantigas do Folclore Infantil Brasileiro” (2015); “Dez Passos Para Apreciar Óperas” (2017). Instrumentista, dedica-se ao estudo do violino e da rabeca caiçara, dentre outras atividades.


Texto:Michelle Stival da Rocha
Revisão:José Lazaro Jr.

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