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Documento alerta sobre casos de violência contra pessoas trans

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A Assessoria de Direitos Humanos da Prefeitura de Curitiba recebeu na tarde desta terça-feira (29/1) um relatório da Rede Trans Brasil com dados noticiados pela imprensa sobre violência e violação dos direitos de pessoas trans.
O relatório foi entregue ao assessor municipal de Políticas de Diversidade Sexual, Allan Johan, pela diretora do Grupo Dignidade, Rafaelly Wiest, no Salão Nobre da Prefeitura. A entrega do documento marcou o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.
Os dados foram mapeados em 2018 em todos os estados e no Distrito Federal, com a participação de integrantes de instituições governamentais e não governamentais. De acordo com o levantamento, no Brasil mais de 150 pessoas trans foram assassinadas em 2018 - neste ano já foram seis assassinatos. No Paraná, foram nove casos registrados em 2018.  
Cidadania T
Para marcar a data, também foi lançada na Prefeitura uma campanha de divulgação do programa Cidadania T, que visa aumentar a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho.
O Cidadania T mantém um banco de vagas e currículos para ampliar a ponte entre empresas e candidatos. “No ano passado tivemos dois cursos de empregabilidade para esse público e acompanhamos mais de 40 casos, sobretudo de adolescentes em conflito familiar e pessoas trans em busca de emprego”, diz Allan Johan.
De acordo com Rafaelly Wiest, a dificuldade começa ainda na formação escolar. “A maioria das pessoas trans não consegue concluir os estudos e ingressar na faculdade por conta da exclusão dentro da escola. O bullying começa desde muito cedo nas escolas e a evasão escolar é grande. Como entrar no mercado de trabalho, que por si só é muito competitivo, se você não tem qualificação?”, questiona Rafaelly.
"O Cidadania T tem como objetivo quebrar o círculo de marginalização que marca a vida das pessoas trans (travestis e transexuais)", diz Johan. "Isso começa com a expulsão de meninos e meninas trans de suas famílias, o abandono escolar, até uma vida de sofrimento nas ruas. Atuamos com sucesso com os adolescentes para que eles tenham a chance de um futuro digno, com inclusão”, salienta.
A data
O Dia da Visibilidade Trans é comemorado no Brasil desde 2004, quando um grupo de ativistas participou do lançamento da primeira campanha contra a transfobia, promovida pelo Ministério da Saúde. O objetivo era ressaltar a importância da diversidade e o respeito ao Movimento Trans que, de acordo com Johan, ainda tem muito o que avançar.
Políticas de Diversidade Sexual
A assessoria foi implementada em 2017 com o objetivo de trabalhar políticas públicas que ajudem a combater o preconceito causado por orientação sexual e identidade de gênero. O trabalho da assessoria abrange seis eixos: assistência social, saúde, trabalho, segurança, educação e cultura. 

Além de prestar assistência direta às vítimas de preconceito, a assessoria busca disseminar princípios da Constituição Federal que vetam discriminação de qualquer ordem e garantem a todo cidadão e cidadã o respeito à liberdade individual.

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