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Defesa cita ‘problemas psicológicos’ como possível causa de ações de serial killer que assassinou jovens gays

“O fato de serem homossexuais, ou não, está ligado a facilidade de acesso às residências das vítimas. Então, ele [Soroka] acessava aplicativos de conversas em que não há cadastros e era convidado a entrar na residência da vítima. Não havia qualquer tipo de resistência e escolhia este método por conta da vulnerabilidade delas. Tanto que tivemos vítimas que tiveram sua morte por conta do uso de drogas”, iniciou Riquelme à Banda B.

José Tiago Correia Soroka é visto em um apartamento das vítimas, segundo a Polícia Civil. Foto: Reprodução/Divulgação/Polícia Civil

Riquelme explicou que laudo pericial que será feito pelo Instituto de Criminalística (IC) e pela a equipe técnica da defesa.“Todo problema psicológico, obviamente, ocasiona alguma consequência. O grau deste problema psicológico, no entanto, será atestado por este laudoSe for confirmado este problema, seria aplicado a ele uma medida de segurança restritiva”, explicou citando uma possível punição à Soroka.

Conversa

O advogado disse que teve um contato rápido com Soroka, nesta terça-feira. Ao ser questionado sobre como o suspeito tem reagido com as acusações, Riquelme falou que ele tem apresentado “contradições”.

“Eu não sei explicar se estas contradições estão ligadas ao fato dele estar preso ou ao problema psicológico que ele tem. Ele está apresentando muita ansiedade. Então, mais uma vez, por isto a necessidade deste laudo que irá apurar o grau de insanidade que ele tenha”, revelou.

Há previsão de que Soroka seja transferido ao sistema penitenciário ainda nesta terça-feira (1º). Caso isso não aconteça hoje, a previsão é que a Polícia Civil faça a transferência nos próximos dias.

Outras mortes

O delegado Thiago Nóbrega, que investiga do caso do serial killer, suspeito de três homicídios e outras duas tentativas, nas mesmas circunstâncias contra homossexuais, acredita que José Tiago Soroka possa ter a participação em mais de 20 casos semelhantes, a partir de 2018.

Segundo o delegado, apenas esses cincos casos já foram esclarecidos, mas que o número pode ser bem maior.


“Eu questionei José Tiago de quantos casos seriam, 5, 10, 20…ele disse: por aí. Deixou bem vago, pode ser que existam 20 vítimas. Possivelmente existem inúmeras outras vítimas que sobreviveram, mas por vergonha não nos procuraram”, acredita o delegado.

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