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Câmara Municipal de Foz terá agenda da juventude

Decisão foi anunciada após audiência que discutiu políticas públicas para os jovens

Câmara Municipal de Foz terá agenda da juventude

A audiência pública da última segunda-feira, 13 de setembro, discutiu políticas públicas para e com a juventude. O debate foi proposto pela vereadora Yasmin Hachem (MDB) e reuniu diversas lideranças jovens; secretários municipais; juíza da Vara da Infância e Juventude, Luciana Luppi Ballalai ; representantes das universidades; vice-prefeito, delegado Francisco Sampaio e demais vereadores.

“Estamos aqui para fortalecer a juventude como força política. Audiência serviu para empoderar a juventude, para que possamos alavancar o Conselho da Juventude, realizarmos conferência. Teremos legitimidade para demandar, articular com os poderes estaduais e federais e implementar as políticas públicas para a população jovem. Temos um compromisso com essa pauta. Quero lembrar do orçamento participativo, que nós jovens participemos. Agora temos um levantamento das demandas, sugestões, opiniões sobre as políticas públicas. Com isso teremos pautas para subsidiar, tanto o Legislativo, quanto o Executivo”, disse a vereadora Yasmin.

Cristiane Sander, servidora da Unila, fez uma explanação sobre o panorama da juventude em cenário nacional e local. Ela defendeu que a juventude seja discutida de forma transversal. “Temos quase 25% da população brasileira de jovens. Em Foz, temos 27% da população, quase 70 mil pessoas. O desemprego também atinge muito mais a faixa etária da juventude do que de adultos. A política nacional da juventude é recente, de 2003, 2005. Em 2010 tivemos um avanço, com uma emenda, que incluiu os jovens, no sentido de pautar o interesse deles. A política de juventude deve ser transversal e transetorial”.

Nilceia Conti, diretora da Secretaria da Juventude, comentou sobre a escuta que a pasta tem feito com a juventude de bairros: “Percebemos quanto a juventude de Foz precisa ser acolhida em todas as áreas. Falamos muitas vezes de diretos da juventude, mas não sabemos direito. Acho que esse momento é histórico”. “Aproveitando que estamos no Setembro Amarelo, a melhor forma de prover saúde mental para o jovem, é prover esse tipo de serviço”, comentou Sabrina Ramirez, do Centro da Juventude.

O presidente do Legislativo, Ney Patrício (PSD), destacou: “É muito importante a escuta da população. Qualquer política pública para a juventude passa pela questão econômica. O investimento é essencial. A partir de hoje fica instalada aqui a agenda da juventude nesta Casa. Um aspecto que é relevante e precisamos acrescentar é a universalidade do acesso da juventude”. Também participaram do encontro os parlamentares: Adnan El Sayed (PSD), João Morales (DEM), Anice Gazzaoui (PL), Kalito Stoeckl (PSD) e Anice Gazzaoui (PL).

Discutir as políticas com a juventude de forma plural, considerando a diversidade

Izabela de Souza destacou: “Provavelmente estamos juntos e juntas, em busca de transformação. Quais são os problemas e as dúvidas da nossa juventude? Me pergunto se teremos uma juventude sonhadora. Precisamos mediar espaço de troca e respeito, com arte, educação, com apoio econômico, com acesso à cultura, ciência, tecnologia e muito menos prisões. Precisamos ensinar como denunciar, isso é ensinar a romper ciclos, ensinar a juventude a defender seus direitos. Vale lembrar da maternidade precoce, que busque prevenir e também ensinar a paternidade a assumir suas responsabilidades”.


“Fui convidada para debater políticas públicas e eu nunca havia entrado aqui. Nós, jovens, precisamos ter acesso a políticas de educação, trabalho e saúde. Devemos ter acesso, participação e sermos ouvidos”, disse Fabiola Montegutti. “Já não precisamos falar do que vamos fazer. Penso em uma Secretaria da Juventude que visibilize a equidade, igualdade. A juventude não é só de classe média alta, ela é periférica, de negros. Precisamos sonhar com juventude igualitária e diversa”, relatou Diego Carvalho.

Perspectiva de saúde física e mental da juventude

Bruna Ravena, da Casa de Malhu, pontuou: “Senti falta da Secretaria de Saúde. Quando falamos de juventude precisamos falar de prevenção, sobre HIV na adolescência. Vivemos a violência e a vulnerabilidade porque o sistema não está preparado para nos amparar. Da mesma forma que vocês buscam erradicar a pobreza, eu busco erradicar a prostituição de pessoas trans, porque se elas não tiverem oportunidade, elas vão se prostituir”. Além desses posicionamentos, foi também defendido maior orçamento para a pasta da Juventude; pensar no direito à cidade; Meio Ambiente.

Gabriel Henrique, estudante de medicina da Unila, falou sobre segunda causa de morte da juventude, que é o suicídio. “O aumento do suicídio na população cresceu cerca de 280%. Se não tivermos Estado a favor da demarcação de terra, contra o Marco Temporal, a juventude indígena vai se matar. Não há política pública para juventude morta”.


“Destaco a pluralidade, diversidade, que estamos vendo na plenária, assistindo também nas redes sociais. Isso não é simples e é necessário que se faça o tempo inteiro. Existe uma face das políticas nacionais que interferem no nosso cotidiano, o tempo inteiro. O jovem tem direito ao acesso à política cultural, a todo desenvolvimento que a humanidade produziu até o momento. Política inclusiva, ampla e solidária. Democracia se aprende na prática, é um exercício”, expressou Silvana Souza.
Valentina Rocha, enunciou: “A nossa cidade perde e muito ao não desenvolver política pública específica para nossa faixa etária. É inaceitável que um jovem chegue à vida adulta sem ter tido oportunidades. É importante que pensemos para que o jovem viva mais um ano, mais uma década com dignidade. Que a gente esteja em todos os lugares”.

Política cultural

Juca Rodrigues, diretor da Fundação Cultural, afirmou: “A gente luta para que a cultura tenha o seu lugar, mas ainda falta muito para gente chegar onde precisamos. Moramos em um território trinacional. Mas, muitas vezes nossos povos originários nem tem representatividade aqui”.

Assistência Social

Elias Oliveira, secretário de Assistência Social, destacou: “Ação permanente e continuada é o que financia política pública. Tivemos de escolher desde 2017, colocar recursos humanos, colocar trabalhador, porque não é qualquer um que pode fazer política pública, tem de ter técnica. A gente pensa, sim, em uma política da juventude mais ampla. Sinto saudade de um governo que é indutor de política pública. Eu sei da dificuldade que é sermos gestores sem um centavo de co-financiamento federal”.


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 por Diretoria de Comunicação CMFI

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