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NA ONU, ITAIPU ANUNCIA COMPROMISSOS PARA AVANÇO DA ENERGIA LIMPA E ACESSÍVEL NO BRASIL E NO PARAGUAI

 A Itaipu Binacional anunciou, nesta sexta-feira (24), seus compromissos para o avanço da energia limpa e acessível no Brasil e no Paraguai, alinhados com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).


Diretor-geral brasileiro, ao centro, durante participação no evento. Foto: Rubens Fraulini/IB

São três os compromissos voluntários da Itaipu (chamados de Energy Compacts, em inglês). Os dois primeiros são investimentos no fortalecimento da estrutura para transmissão da energia gerada pela usina em ambas as margens, totalizando US$ 400 milhões (US$ 200 milhões em cada país).

O terceiro terá investimentos de US$ 500 mil ao ano até 2030 para a difusão de conhecimentos e tecnologias ligados à promoção das energias renováveis e eficiência energética.

Ao anunciar esses investimentos como Energy Compacts, a binacional expressa um compromisso diretamente ligado ao que a ONU preconiza na Agenda 2030: o acesso a serviços energéticos modernos, confiáveis e não poluentes como forma de promover o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento das mudanças climáticas.

“Do lado brasileiro, o sistema de transmissão em corrente contínua de energia de Itaipu, operado por Furnas, entrou em operação em 1984 e está no fim de sua vida útil. Como o Brasil contrata a energia não utilizada pelo Paraguai, o sistema de corrente contínua de alta tensão da subestação de Furnas é um ativo crítico para que a Itaipu atenda à demanda do mercado brasileiro”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, general João Francisco Ferreira.

O investimento equivalente na margem paraguaia também é considerado estratégico pelo país vizinho. “A Itaipu comprometeu-se a trabalhar com a Ande (Administração Nacional de Energia Elétrica do Paraguai) para a aquisição de materiais e novas tecnologias para o sistema de gestão comercial, subestações compactas e reforço de linhas de transmissão, contribuindo significativamente para a distribuição e o consumo eficiente da energia produzida pela usina”, acrescentou o diretor-geral paraguaio, Manuel Maria Cáceres.


Participação do diretor-geral paraguaio na apresentação dos Energy Compacts.

Juntas, as melhorias em transmissão em ambas as margens deverão impactar mais de 60 milhões de pessoas no Brasil e no Paraguai. Já a promoção de capacitações e divulgação de conhecimentos em energias renováveis, por meio da Escola Internacional de Sustentabilidade, apoiada pela Itaipu, deverá impactar cerca de 2.500 mil pessoas até 2030.

Compromissos voluntários

Os Energy Compacts (ou Pactos de Energia, em tradução livre) são compromissos voluntários de governos e organizações de todo o mundo que estão sendo anunciados nesta semana durante o Diálogo de Alto Nível sobre Energia (HLDE, em inglês). 

O objetivo é acelerar a transição energética, substituindo fontes baseadas em combustíveis fósseis e, assim, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. A transição, a propósito, é um dos principais eixos temáticos do HLDE e o Brasil foi escolhido pela ONU como uma das nações para liderar o diálogo internacional sobre esse tema.

O HLDE ocorre conjuntamente à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio da Itaipu ocorreu dentro da programação oficial do HLDE, durante o evento “Pacto de Energia da Rede de Soluções Sustentáveis de Água e Energia”.

A Itaipu, juntamente com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa), é uma das instituições fundadoras da Rede Global, que compartilha as melhores práticas na gestão da água e da energia para a promoção do desenvolvimento sustentável.

Para o subsecretário geral da Undesa, Liu Zhenmin, que abriu o evento, é fundamental que empresas, além de governos e outras organizações, assumam compromissos para acelerar o progresso do ODS 7, na promoção da energia limpa e acessível para todos.

“A energia está no coração das duas principais agendas para a promoção do desenvolvimento sustentável”, afirmou Zhenmin, referindo-se à Agenda 2030 e ao Acordo de Paris. “Uma abordagem transformadora para a energia pode reduzir a pobreza, garantir serviços essenciais à saúde, empoderar os jovens e mitigar as mudanças climáticas, entre outros impactos positivos”, acrescentou.

Outros pactos

Além dos diretores da Itaipu, Pascual Fernández, CEO do Canal Isabel II, do setor de saneamento da Espanha, Luis Miguel Paiz, representando a Asazgua, agroindústria açucareira da Guatemala, também anunciaram compromissos para a promoção do ODS 7.

Em comum, as apresentações enfatizaram a importância dos Energy Compacts para o enfrentamento das mudanças climáticas. E a Itaipu deverá reforçar esse vínculo com sua participação na próxima Conferência Mundial do Clima, a COP 26, a ser realizada em novembro em Glasgow (Escócia).

O evento desta sexta-feira, realizado de forma virtual e com a audiência de pessoas em vários continentes, também contou com a participação da representante da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental, Radia Sedaoui, e da gerente de Engajamento de Negócios da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bianca Brasil.


Com a Itaipu
 

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