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Eduardo Pimentel quer se afastar da guerra entre PSD e PL/Novo

 Do outro lado da praça Nossa Senhora do Salete, o clima azedou de vez com o PL de Sergio Moro e o Novo de Deltan Dallagnol

Eduardo Pimentel não quer nem ouvir falar na guerra política envolvendo PSD, PL e Novo. Se pudesse, ergueria um muro nas proximidades do Palácio 29 de Março para que não reverberasse a crise que vem do outro lado da praça Nossa Senhora do Salete.

Pelas bandas do Palácio Iguaçu, o clima azedou de vez com o PL de Sergio Moro e o Novo de Deltan Dallagnol — tudo, claro, tendo a disputa pelo Governo do Paraná como pano de fundo. Se antes, PL e Novo eram aliados de primeira hora, agora, às vésperas do pleito, são adversários ferrenhos.

Ontem (7), deputados do Novo e do PL foram surpreendidos com o Diário Oficial do Estado que trouxe uma enxurrada de exonerações de aliados — numa clara retaliação do Iguaçu.

Apesar das cotoveladas do lado de lá, dentro da Prefeitura, a ordem é seguir trabalhando dentro do ambiente de harmonia e normalidade. Como se nada tivesse acontecendo no mundo exterior.

Recentemente, tanto Filipe Barros quanto Lucas Santos, presidentes estaduais do PL e Novo, respectivamente, estiveram na prefeitura reafirmando o clima de paz e amor.

O bom relacionamento de Eduardo Pimentel com o Novo e o PL o ajudou no projeto eleitoral de 2024. Deltan foi um dos primeiros a declarar apoio — através de um registro fotográfico no Jardim Botânico. O PL trouxe Jair Bolsonaro para dentro do QG de Eduardo, embora tenha ficado “escondido” por todo o 1º turno, numa estratégia mal sucedida.

Trouxe ainda Paulo Martins, que recentemente migrou para o Novo, para a função de vice-prefeito.

Para complicar ainda mais o cenário, o bloco PL e Novo ganhou musculatura na Câmara Municipal de Curitiba após a janela partidária. Juntas, as duas legendas somam 10 vereadores — mais de um quarto do legislativo municipal.

Governar com PL e Novo na oposição, ou até numa postura de independência, definitivamente não está nos planos de Eduardo Pimentel.

Por isso, o prefeito quer mais é que a eleição passe logo, que a crise entre os partidos não escale e que não persista após o pleito. Até porque 2028 está logo ali.

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