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Prestação de contas da Saúde leva Legislativo a questionar atendimento nas UPAs e no Hospital Municipal em Foz

 por Redação/CMFI 

Debate também abordou a regulação de leitos e a sobrecarga enfrentada pelas unidades de saúde
Prestação de contas da Saúde leva Legislativo a questionar atendimento nas UPAs e no Hospital Municipal

Foto: Christian Rizzi - CMFI

A situação da saúde pública em Foz do Iguaçu voltou a ser debatida durante a apresentação da prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026. O relatório foi apresentado pela Secretaria Municipal da Saúde no plenário da Câmara de Foz do Iguaçu e reuniu representantes do Executivo, Legislativo e da sociedade civil.

Durante a apresentação, foram divulgados dados sobre o orçamento da Saúde, receitas, despesas, atendimentos, exames e indicadores de vigilância epidemiológica do município.

Na área de consultas e exames, segundo dados apresentados pelo Executivo, foram realizadas 32.588 consultas no período, número 4,67% menor que o registrado no mesmo período de 2025. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a redução está relacionada ao encerramento de contratos médicos.

A taxa de faltas às consultas também aumentou, passando de 12,38% para 13,20%. Por outro lado, a realização de exames apresentou crescimento. Foram registrados 38.903 procedimentos no segundo quadrimestre de 2026, contra 23.927 no mesmo período do ano anterior, um aumento de 62,59%. Já a taxa de faltas caiu de 13,62% para 10,46%.

UPAs e Hospital Municipal

Durante a discussão, os vereadores questionaram principalmente a situação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Hospital Municipal, com foco na sobrecarga de atendimentos.

A regulação de leitos do Hospital Municipal também foi alvo de questionamentos. Segundo os vereadores, a dinâmica adotada estaria aumentando a pressão sobre as equipes das UPAs e do próprio hospital, que estariam trabalhando no limite da capacidade.

Representantes da Secretaria Municipal da Saúde afirmaram que o sistema de regulação de leitos já existia e que a principal mudança foi a utilização mais efetiva do mecanismo para organizar o encaminhamento dos pacientes e a ocupação dos leitos.

A prestação de contas apresentou ainda outros dados relacionados à execução orçamentária, produção dos serviços de saúde e indicadores de vigilância epidemiológica do município.

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