A entrada de Ratinho na eleição, como cabo eleitoral, vai mexer nos índices e marcar um divisor na disputa

O ano virou, mas o cenário da corrida pelo Governo do Estado ainda é o de 2025. A 1ª pesquisa eleitoral de 2026 não trouxe novidades — a não ser o nome do contratante entre os pré-candidatos. (Veja abaixo os números da pesquisa)
A presença de Alvaro Dias (MDB) no rol de postulantes ao Iguaçu será passageira uma vez que os emedebistas estão fechados com Ratinho Junior. O ex-senador tem mesmo o desejo de retornar ao tapete azul do Senado Federal em 27.
O panorama segue o mesmo: Sergio Moro segue na liderança folgada em todos os quadros propostos ao eleitor paranaense. Tanto nas simulações de primeiro quanto de segundo turno.
Com o passar do tempo e da divulgação das sondagens eleitorais, vai ficando mais difícil o discurso do PP de não encampar a candidatura do senador. Uma dor de cabeça para Antonio Rueda e Ciro Nogueira resolverem.
Requião Filho (PDT), encabeçando a frente ampla de esquerda, consolida cada vez mais a candidatura e o posto de vice-líder — agora com o PT e Gleisi Hoffmann a tiracolo. Ele herda, ao mesmo tempo, os votos e a rejeição do sobrenome.
Se o desempenho de Moro e Requião seguem lineares, muito tem a ver com a indefinição do nome do PSD na corrida pelo governo. A entrada de Ratinho Junior na eleição, como cabo eleitoral, vai mexer nos índices e vai marcar um divisor de águas na disputa.
Mas dentro do PSD segue a indefinição. Nos bastidores, o clima é de tensão e estocadas discretas. Rafael Greca já é tido como carta fora do baralho para encabeçar a chapa. Até mesmo o posto de vice ideal, o ex-prefeito corre o risco de perder.
Guto Silva e Alexandre Curi estão correndo o trecho. Não perdem uma oportunidade na imprensa para dizer que vão disputar o governo para dar continuidade à gestão de Ratinho.
O governador, por sua vez, já deu sinais de predileção por Guto Silva, mas adia o anúncio com receio de rachar o grupo e de assistir uma campanha antecipada de descontrução do pupilo — que, aliás, nos bastidores já foi estartada pelos adversários e também por aliados.
Esta demora na definição favorece o presidente da Assembleia Legislativa, que acelera a campanha digital e física com agendas na capital e no interior. A Paraná Pesquisa traz Guto com 5,7% e Alexandre Curi com 10,6%. Rafael Greca, por sua vez, aparece com 17%.
Um dígito tem incomodado o entorno do secretário das Cidades — já que a estrutura do Iguaçu não tem medido esforços para tentar alavancar a candidatura. Guto ainda se apega na proximidade com o governador.
A decisão de Ratinho Junior só deve vir depois do Carnaval. A partir daí, o cenário se abre e a disputa pelo Governo do Estado deixa esta linearidade que se arrasta desde o ano passado e deve ganhar contornos mais emocionantes.
Cenários simulados
Cenário 1:
Sérgio Moro (União Brasil) 41,6%
Álvaro Dias (MDB) 19,7%
Requião Filho (PDT) 19,5%
Guto Silva (PSD) 5,7%
Luiz França (Missão) 1%
Não sabe/Não opinou 5,5%
Nenhum/ Branco/ Nulo 6,9%
Cenário 2:
Sérgio Moro (União Brasil) 40%
Álvaro Dias (MDB) 18,8%
Requião Filho (PDT) 18,6%
Alexandre Curi (PSD) 10,6%
Luiz França (Missão) 0,9%
Não sabe/ Não opinou 4,9%
Nenhum/ Branco/ Nulo 6,1%
Cenário 3:
Sérgio Moro (União Brasil) 37,8%
Álvaro Dias (MDB) 17,5%
Rafael Greca (PSD) 17,5%
Requião Filho (PDT) 16,5%
Luiz França (Missão) 0,8%
Não sabe/ Não opinou 4,2%
Nenhum/ Branco/ Nulo 5,6%
Metodologia
Foram ouvidas 1.300 pessoas, entre os dias 18 e 22 de janeiro, em 54 municípios do Paraná. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro 2,8 pontos. A pesquisa esta registrada no TSE sob o número PR-08451/2026.
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