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Dia 26: Eleição do TRE exclusiva para mulheres será a primeira com votação secreta

 Formada a lista tríplice na segunda-feira, caberá ao presidente Lula escolher a futura desembargadora do TRE

A eleição que vai definir a lista das três advogadas candidatas a uma vaga no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná não terá apenas na questão de gênero o ineditismo. A votação, marcada para a sessão de segunda-feira (26) do Tribunal Pleno, será pela primeira vez secreta.

A emenda regimental número 38, de 12 de dezembro de 2025, alterou o regimento interno do Tribunal de Justiça do Paraná prevendo a partir de agora que caberá ao Pleno indicar “em sessão pública e mediante votação secreta, os advogados para compor o Tribunal Regional Eleitoral”.

A regra do sigilo será aplicada também na escolha de membro do TJ a ser nomeado na vaga destinada ao quinto constitucional — tanto da OAB quanto do Ministério Público. A escolha dos nomes que vão ocupar a cúpula do tribunal já é feita de forma secreta.

Esta mudança se deu, coincidência ou não, menos de dois meses depois da eleição de Letícia Ferreira, ex-Procuradora-Geral do Estado, como desembargadora do TJ — votação acompanhada a par e passo pelo Palácio Iguaçu. E esta amparada numa decisão do Conselho Nacional de Justiça.

Uma fonte do Blog Politicamente ligada ao judiciário avaliou a regra da votação do sigilo como uma “auto-proteção dos desembargadores contra as pressões dos grupos políticos internos e externos”.

14 candidatas para 3 vagas

Nesta semana, o TJ complementou a lista das advogadas inscritas no processo seletivo para formação de lista tríplice, com vistas ao preenchimento de uma vaga exclusiva para mulheres de membro efetivo do TRE.

Se antes, no final de dezembro, eram cinco as candidatas para três vagas, a concorrência agora aumentou. Quase triplicou a relação candidata vaga. Segundo documento do TJ do Paraná, são 14 as advogadas habilitadas para disputar à vaga no TRE.

Se no final de dezembro, as candidatas eram Ana Carolina de Camargo Clève, Claudete Carvalho Canezin, Juliana Bertholdi, Mariane Yuri Shiohara Lübke e Tatiane de Cássia Viese, agora se somam a elas Amanda de Oliveira Silva Macuco, Caroline Amadori Cavet, Josyane Mansano, Leny Terezinha Ferreira, Luciane Maria Mezarobba, Mariluz Capeleto Jandrey, Nicole Trauczynski Muffone, Nina Rosa de Lima e Rafaela Almeida Noble.

Bolsa de apostas

A poucos dias da votação, a bolsa de apostas segue fervilhando. Inclusive, o pleito foi tema de algumas rodinhas de conversas que se formaram antes e depois da sessão do TRE que empossou os advogados Everton Menengola e Paulo Ferraz nos cargos de juiz e juiz substituto, respectivamente.

Também foi comentada, conta uma fonte, sobre uma recente postagem numa rede social, de um ex-juiz eleitoral da Corte Eleitoral, que foi entendida como uma alfinetada num desembargador do TJ que, apesar de novo na carreira, tem ganhado espaço no judiciário paranaense.

Um magistrado conta que a publicação pode refletir na eleição de segunda-feira, já que o alvo pode trabalhar contra a candidata ligada ao autor do post.

Os nomes mais citados por fontes dos tribunais de Justiça e Eleitoral, além de advogados eleitoralistas consultados pelo Blog Politicamente, foram, em ordem alfabética, das advogadas Ana Carolina de Camargo Clève, Juliana Bertholdi, Mariane Yuri Shiohara Lübke, Nicole Trauczynski Muffone e Tatiane de Cássia Viese.

E Claudete Carvalho Canezin estaria correndo por fora.

O que é praticamente unânime é que será uma votação disputada, que vai marcar a inédita eleição.

Formada a lista tríplice na sessão da próxima segunda-feira (26), caberá ao presidente Lula escolher a futura desembargadora eleitoral — que vai ocupar a cadeira do advogado José Rodrigo Sade.

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