Pesquisa IRG mostra empate técnico entre três candidatos e Sergio Moro na liderança
A Quando o instituto tira o ex-prefeito de Curitiba da corrida eleitoral e vincula os pré-candidatos aos seus padrinhos políticos, o cenário se altera. E muda bastante — principalmente, para Sandro Alex.
Moro com apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro, segue na ponta, com 40,6% — acréscimo de 1,2% na intenção de voto, decepcionando aqueles que esperavam uma repercussão negativa da relação Flávio/Vorcaro.
Requião Filho e Sandro seguem empatados tecnicamente: o pedetista, com apoio de Lula, vai a 20,5%, incremento eleitoral de 2,4%, e o pré-candidato do PSD salta para 26,2% quando é apresentado como o nome apoiado por Ratinho Junior — subindo 13,9%.
Não é possível creditar tão somente a Ratinho os 26,2% do “homem da infraestrutura” porque neste cenário o nome do ex-prefeito de Curitiba foi suprimido — dividindo os eleitores do ex-prefeito da capital.
Este resultado que rompe os 20% vai de encontro ao mantra repetido no Palácio Iguaçu da capacidade de transferência de votos do governador. É o “Toque de Midas”.
Sandro e Moro empatados no cenário de 2º turno
Ainda sob a influência dos padrinhos, a IRG testou dois cenários para um eventual 2º turno: Moro com apoio de Flávio Bolsonaro versus Requião Filho com Lula e Sandro Alex com Ratinho.
O ex-juiz da Lava Jato venceria Requião Filho (55,4% contra 31,2%) e contra o pré-candidato do PSD há um empate técnico dentro dos 3,1% da margem de erro. Moro aparece com 43,2% contra 38,1% de Sandro Alex.
A percepção de governistas é que o cenário eleitoral do pré-candidato do PSD ainda vai melhorar quando a campanha estiver no cotidiano dos eleitores e Ratinho e Sandro tiverem ainda mais atrelados.
Mas não é só bônus, também existe um ônus. Qualquer arranhão na imagem de Ratinho Junior impactará diretamente na candidtura de Sandro Alex. A pesquisa revela neste momento a “dependência eleitoral” do “homem da infraestrutura” a Ratinho.
Enquanto Moro conseguiu, pelo menos por enquanto, sobreviver ao tsunami que acometeu Flávio Bolsonaro por conta da relação com Daniel Vorcaro.
Greca cai, Moro e Requião “na mesma” de março a maio
Quando comparada com a pesquisa do mesmo intituto divulgada em março, quem mais perdeu foi Rafael Greca, tinha 19,7% e agora 14,7% — enquanto Moro e Requião Filho ficaram estáveis. Sandro Alex não figurava como pré-candidato em março.
Há dois meses, 0 ex-juiz da Lava Jato tinha 40,8% e agora 39,4% e o pedetista que tinha 18% agora tem 18,1%.
Na espontânea, os três subiram de março para maio: Moro foi de 7,4% para 14,3%, Requião Filho subiu de 4,7% para os atuais 7,6% e Greca variou de 1,7% para 3,1%.
Moro é o senador mais bem avaliado
O instituto IRG inovou nesta rodada de pesquisa ao questionar o eleitor sobre a percepção do mandato dos três senadores do Paraná. Moro foi quem teve o melhor desempenho — foi aprovado por 54,6% dos eleitores ouvidos e desaprovado por 35,1%.
Flávio Arns teve aprovação de 36,4% e um índice de desaprovação do trabalho como senador de 32,8%. Já Oriovisto Guimarães, que já anunciou que não vai disputar a reeleição, é dos três quem teve a desaprovação (32,3%) superior à aprovação (20,8%).
As respostas trazidas pela IRG quantificam o discurso que o governador Ratinho Junior tem repetido em eventos públicos e em entrevistas à imprensa: de que o Paraná não é bem representado pelos senadores do Estado em Brasília.
Crítica esta que também recai sobre Oriovisto — que foi eleito pelo Podemos na chapa encabeçada por Ratinho Junior.
Metodologia:
A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR- 06178/2026, ouviu 1.000 pessoas entre os dias 16 e 20 de maio. A margem de erro é de 3,1% para mais ou menos e o índice de confiança de 95%.
%20(1200%20x%20300%20px)%20(1200%20x%20150%20px).gif)

0 Comentários